
Resumo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja neste domingo, 20 de setembro, para Nova York, onde participará da 81ª Assembleia Geral da ONU. Ele fará o discurso de abertura no dia 22, seguindo a tradição de o Brasil ser o primeiro país a falar.
Durante a viagem, Lula deve se reunir com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e poderá ter um encontro breve com o secretário geral da ONU, António Guterres. Também recebeu cerca de 30 pedidos de reuniões bilaterais, mas deverá atender apenas parte deles. Existe ainda a possibilidade de um contato informal com Donald Trump, que discursará logo depois de Lula.
No discurso, a expectativa é que Lula defenda temas tradicionais da política externa brasileira, como multilateralismo, negociações de paz, soberania nacional, direito internacional, meio ambiente, combate ao crime organizado e inteligência artificial.
Segundo auxiliares, Lula também deverá fazer críticas indiretas a possíveis tentativas de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. A orientação é usar uma linguagem diplomática, sem citar diretamente Trump ou os Estados Unidos.
Outro tema importante será a reforma do Conselho de Segurança da ONU. Lula defende a ampliação do conselho e a inclusão de novos membros permanentes, entre eles o Brasil.
A agenda também envolve a escolha do próximo secretário geral da ONU. O governo brasileiro apoia a candidatura da ex presidente chilena Michelle Bachelet.
Após o discurso, Lula retorna ao Brasil, enquanto parte da delegação brasileira permanece em Nova York para participar de reuniões sobre temas como Palestina, direito internacional e assuntos multilaterais.




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