
Pelo menos 12 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas num ataque ao aeroporto internacional de Riade no sábado – o mais mortífero contra o reino em mais de uma década-, à medida que os Houthis, apoiados pelo Irão, intensificam uma campanha iniciada este verão.
De acordo com a autoridade de aviação civil saudita, entre as vítimas mortais, do terceiro ataque da semana ao aeroporto, encontram-se quatro cidadãos sauditas e oito estrangeiros, dos quais um norte-americano.
Os hospitais ficaram lotados com feridos transportados por ambulâncias e helicópteros; alguns estavam em estado crítico após o ataque, que ocorreu sem aviso prévio.
Os dois ataques anteriores ao aeroporto internacional Rei Khalid, esta semana, mataram quatro pessoas e causaram danos graves a uma aeronave comercial saudita estacionada no pátio.Os ataques expuseram vulnerabilidades nas capacidades de defesa da Arábia Saudita, enquanto o país conduz uma campanha aérea contra os Houthis para apoiar a guerra terrestre do governo iemenita contra o grupo apoiado pelo Irão.
No sábado, todos os voos com destino a Riade foram desviados e as operações no aeroporto que serve uma cidade de oito milhões de habitantes foram suspensas, informou a autoridade de aviação civil saudita.
As operações estão suspensas até que os danos sejam avaliados e a segurança das instalações esteja verificada, acrescentou a entidade.
A companhia nacional Kuwait Airways já tinha anunciado a interrupção das ligações com a capital saudita.
O chefe do gabinete de imprensa dos houthis publicou na rede social X que o grupo tinha “paralisado o aeroporto internacional de Riade”.
Os houthis, grupo apoiado pelo Irão, declararam que as aeronaves comerciais devem evitar o espaço aéreo saudita, classificando-o como uma zona de operações militares.
O grupo alertou ainda as companhias aéreas internacionais para que não operem voos através do espaço aéreo saudita, afirmando que a região se tornou palco das suas operações militares — com exceção do espaço aéreo sobre as cidades sagradas de Meca e Medina.
A embaixada dos EUA em Riade “recomenda vivamente que todos os cidadãos norte-americanos evitem este aeroporto e as áreas circundantes”.
Outras embaixadas ocidentais aconselharam o pessoal a evitar durante uma semana o aeroporto de Riade, indicou à AFP um diplomata na capital saudita.
Ataques anteriores dos Houthis levaram várias companhias aéreas a suspender ou cancelar serviços para a capital saudita, pouco antes de Riade acolher importantes conferências sobre energia e investimentos. Os organizadores destes eventos tinham declarado, antes dos ataques de sábado, que as conferências decorreriam como planeado.
Os Houthis não reivindicaram a autoria do ataque, mas uma coligação militar liderada pela Arábia Saudita prometeu responder.
A coligação militar liderada pela Arábia Saudita acusou os rebeldes houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, de terem levado a cabo o ataque de sábado contra o aeroporto Rei Khalid, em Riade, prometendo responder “com firmeza”.
FOnte: RTP.pt




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