A Torre Eiffel foi fechada nesta segunda-feira (7) devido a uma greve dos trabalhadores do ponto turístico. O motivo da paralisação foi o incômodo dos funcionários frente ao afastamento das mulheres da equipe durante o sábado (5), enquanto uma delegação hindu visitava o monumento. Na ocasião, “instruções profissionais” levaram “a que as trabalhadoras fossem afastadas, substituídas e invisibilizadas devido ao seu sexo”, diz um comunicado da equipe, enviado à AFP pelo sindicato CGT.

As trabalhadoras, segundo o The Telegraph, terão sido aconselhadas a não entrar ou circular em determinadas áreas enquanto membros da Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS), uma denominação hindu ultraconservadora da Índia, permanecessem no local, no âmbito das comemorações da inauguração de um templo construído pelo grupo perto de Paris.

Desculpas e reabertura

Templo hindu Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS), em Paris, divulgou um comunicado pedindo desculpa por “qualquer dor ou incómodo causado”.

A Torre Eiffel reabriu esta terça‑feira, depois de os funcionários terem realizado uma paralisação na véspera, em protesto contra o afastamento de colegas mulheres durante a visita de um grupo religioso hindu, que mais tarde apresentou desculpas.

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.A empresa concessionária que gere o monumento parisiense, SETE, reconheceu que a delegação hindu tinha pedido que a visita fosse organizada de modo a limitar “interações com mulheres” e afirmou que “estas condições não deviam ter sido aceites”.

Indicou que o monumento deverá reabrir na terça‑feira, após uma reunião entre pessoal e administração.

O movimento espiritual Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha (BAPS) apresentou desculpas por “qualquer dor ou incómodo causado” pelo incidente.

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