
Numa entrevista ao The Interview, podcast do The New York Times, Mick Jagger, aos 82 anos, falou de forma franca sobre envelhecimento, fama, carreira e o futuro dos Rolling Stones.
Resumo da entrevista:
Envelhecer não tem lado positivo, na visão dele. Jagger afirmou que “não há nada de bom em envelhecer”. Disse que a ideia de que a idade traz sabedoria é um mito e brincou que já esqueceu toda a sabedoria que poderia ter adquirido ao longo da vida. Também reconheceu que o corpo já não responde como antes e que hoje precisa ser muito mais cuidadoso fisicamente.
Ainda sente prazer em subir ao palco. Apesar das limitações da idade, explicou que continua apaixonado por fazer shows. Para ele, a missão é proporcionar duas horas de alegria ao público, fazendo as pessoas esquecerem os problemas do cotidiano.
O fim da carreira é uma possibilidade, mas não uma decisão. Jagger admitiu que talvez já tenha feito o último show dos Rolling Stones sem saber. Ao mesmo tempo, disse que espera voltar a fazer turnês enquanto tiver condições.
A fama cobra um preço. O cantor refletiu que viver como uma estrela do rock durante décadas não é uma experiência normal e pode causar impactos psicológicos. Contou que tenta manter hábitos simples para preservar um senso de normalidade, embora reconheça que a fama transforma profundamente a vida de uma pessoa.
A criatividade continua. Mesmo aos 82 anos, Jagger revelou que segue escrevendo músicas e pensando em novos projetos, demonstrando que a vontade de criar permanece tão forte quanto antes.
Em síntese, Mick Jagger apresentou uma visão realista sobre a velhice. Ele não romantiza o envelhecimento, reconhece as perdas físicas e mentais, mas deixa claro que a paixão pela música e pelas apresentações continua sendo o principal motivo para seguir ativo




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