Após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, a campanha de Lula decidiu adotar uma comunicação mais confrontativa, com o objetivo de aumentar a rejeição ao candidato do PL.
O principal argumento será o risco de cortes em programas sociais caso Flávio seja eleito. Uma nova peça publicitária associa a promessa de Flávio de fazer um “tesouraço” a cortes ou reduções ocorridos durante o governo Jair Bolsonaro. São citados programas como Farmácia Popular, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos, merenda escolar, cisternas e ações de combate ao câncer.


A estratégia representa uma mudança em relação ao primeiro turno. Em vez de concentrar a campanha principalmente nas realizações do governo Lula, o PT pretende enfatizar as diferenças entre os dois projetos e possíveis perdas para a população caso Flávio vença.


Outro ponto importante é que Lula e Flávio chegaram ao segundo turno com 45% de rejeição cada, segundo o último Datafolha antes do primeiro turno. Por isso, a campanha petista considera fundamental tentar aumentar a rejeição ao adversário.


A campanha também reconheceu problemas na comunicação do primeiro turno, especialmente na capacidade de alcançar jovens e mulheres. O PT pretende reforçar a presença nas redes sociais, utilizar mais influenciadores e tornar as mensagens mais diretas. Lula também afirmou que pretende fazer mais vídeos para as redes e participar de mais entrevistas em rádio.

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Além disso, a campanha mira os 33 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno, tentando convencê-los a participar do segundo turno, e também os mais de 9 milhões que votaram em outros candidatos.


Em uma frase:

Lula está abandonando uma campanha mais focada em apresentar suas realizações e passando a apostar fortemente no argumento de que uma vitória de Flávio Bolsonaro poderia representar perdas ou cortes em políticas sociais, numa tentativa de aumentar a rejeição ao adversário e mobilizar eleitores que não votaram no primeiro turno.

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